Em 1603 e 1609, com a doação das terras localizadas em frente à Ilha de São Sebastião (Ilhabela) aos sesmeiros, foi cedido um terreno ao santo padroeiro local para ser erguida uma capela. Ainda no século XVII, a igreja foi construída com pedra, cal de conchas e óleo de baleia, em estilo jesuítico com composições renascentistas, moderadas e regulares, imbuídas do espírito severo da Contrarreforma. O frontão reto, triangular, mostra a transição entre o Renascimento e o Barroco, e a capela-mor – mais estreita – é o modelo mais comum no Brasil colonial.
As peças são de terracota, pintadas, e representam o primeiro período da igreja. Das seis imagens encontradas, quatro estão em bom estado de conservação e são passíveis de restauro – uma delas, a de Santa Luzia, está datada – 1652. As outras imagens são: uma Nossa Senhora com menino, um Santo Antônio e um santo “Bispo”, ainda desconhecido. Também foram encontrados fragmentos de um Cristo crucificado e de uma imagem de São Sebastião. Atualmente, essas imagens sacras encontram-se na Capela de São Gonçalo, onde funciona o Museu de Arte Sacra.
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